Analises Clinicas

PESQUISA DE DEFICIÊNCIA DE GLICOSILAÇÃO CDG


Sobre o Exame

Os distúrbios congênitos da glicosilação (congenital disorders of glycosylation - CDG) são um grupo complexo de mais de 70 distúrbios metabólicos geneticamente determinados de herança autossômica recessiva. Estes erros inatos do metabolismo comprometem a glicosilação proteica, processo importante que regula a função de diversos peptídeos. Algumas formas de CDG podem ser diagnosticadas através da análise de glicosilação da transferrina, que é uma glicoproteína sérica sintetizada no fígado e que exerce importante função no transporte do ferro. Uma proporção anormal de isoformas da transferrina deficientes em carboidratos (i.e., aumento das isoformas a-oligo, mono-oligo, di-oligo e tri-sialo) em relação à isoforma normalmente glicosilada (tetra-sialotransferrina) pode ser indício do comprometimento de vias de glicosilação proteica e ocorre em algumas formas de CDG. Há de ressaltar-se que o aumento da proporção de isoformas da transferrina deficientes em carboidratos pode ocorrer em outras condições clínicas, como o alcoolismo crônico, galactosemia e doenças hepáticas. Do mesmo modo, nem todas as formas de CDG apresentam alteração ao estudo de glicosilação da transferrina. A análise de glicosilação da apolipoproteína CIII é complementar e é realizada para avaliação de padrão de CDG tipo II. Existem quatro padrões de alteração nesta análise: CDG tipo I: as relações mono-oligossacáride/di-oligossacáride e/ou a-oligossacáride/di-oligossacáride estão alteradas. CDG tipo II: a relação tri-sialo/di-oligossacáride está alterada. Neste caso, existem 2 cenários possíveis: - As relações apolipoproteína CIII-1/apolipoproteína CIII-2 e/ou apolipoproteína CIII-0/apolipoproteína CIII-2 estão alteradas: este padrão indica comprometimento no processamento de glicano no complexo de Golgi - As relações apolipoproteína CIII-1/apolipoproteína CIII-2 e/ou apolipoproteína CIII-0/apolipoproteína CIII-2 estão normais: este padrão indica função normal do complexo de Golgi e que o defeito molecular decorre de outra via. CDG com padrão misto: padrões tipo I e II em conjunto. Metodologias que utilizam painéis multigênicos por sequenciamento de nova geração (NGS) mostram-se mais eficientes no diagnóstico diferencial entre as diversas formas de CDG.

Método: Cromatografia de afinidade-Espectometria de massas. O método de análise envolve cromatografia de afinidade seguida de espectrometria de massas. Neste método, a amostra recebe preparo específico e é submetida a coluna de imunoafinidade composta por anticorpos anti-transferrina e anti-apolipoproteína CIII. Após lavagem e captura das proteínas de interesse, o produto é introduzido em um espectrômetro de massas em tandem calibrado para a detecção das diferentes isoformas de transferrina e apolipoproteína CIII.

Orientações de Preparo

Sem preparo prévio necessário para a realização deste exame. Para mais dúvidas, entre em contato.