Analises Clinicas

PAINEL TUMORAL TUMOR DO ESTROMA GASTROINTESTINAL (GIST) - FLEURY


Sobre o Exame

O teste avalia os genes KIT e PDGFRA, por meio do sequenciamento de nova geração. A avaliação de mutações no tecido tumoral permite a identificação de variantes preditivas de sensibilidade ou resistência a terapias-alvo, bem como direcionadoras do prognóstico. São avaliadas as seguintes alterações: - alterações de nucleotídeo único (SNVs), - pequenas inserções e deleções (INDELS) - grandes amplificações e perdas gênicas (CNVs) Aproximadamente 75% dos GISTs possuem mutações ativadoras no gene KIT, enquanto outros 10% têm mutações ativadoras no gene PDGFRA. Essas mutações resultam em proteínas que exibem ativação independente de ligante. Cerca de 5% a 10% dos GISTs parecem ser negativos para ambas as mutações KIT e PDGFRA (""wildtype ou selvagem""). A análise mutacional de KIT e PDGFRA é indicada no contexto clínico em que inibidores de tirosina quinase (TKIs) são considerados como parte do plano de tratamento, geralmente para doença irressecável ou metastática; mesmo para a doença primária ou inicial, a análise mutacional deve ser considerada para pacientes com tumores de alto risco. Mutações secundárias ou adquiridas podem estar associadas ao desenvolvimento de resistência tumoral no contexto do tratamento de longo prazo com mesilato de imatinibe. Geralmente são mutações pontuais que ocorrem mais comumente nos exons 13, 14 e 17 do KIT; entretanto a utilidade clínica dessas mutações secundárias deve ser considerada no contexto clínico do planejamento terapêutico, e não devem ser confundidas com as mutações iniciais ou primárias em GIST. Os resultados são acompanhados por um laudo interpretativo.

Método: As amostras tumorais fixadas serão avaliadas por médico patologista que fará a seleção da área tumoral representativa. Dez seções de cada tumor serão utilizadas para a extração do DNA. O protocolo segue um preparo inicial para a fragmentação das moléculas de DNA e inserção de adaptadores com indexes únicos. Em seguida, é realizada a etapa de enriquecimento das regiões de interesse por captura híbrida. A captura de toda a região codificante de 2 genes (KIT e PDGFRA) é realizada por meio de um painel customizado e, em seguida, sequenciada simultaneamente no equipamento NextSeq500 (Illumina). Os dados do sequenciamento são processados em um pipeline de bioinformática desenvolvido e validado internamente. As variantes são identificadas e filtradas nesse pipeline. Os resultados de cada caso são discutidos individualmente por uma equipe multidisciplinar composta por médicos patologistas moleculares, geneticistas e equipe técnico-científica para a confecção do laudo.

Orientações de Preparo

Sem preparo prévio necessário para a realização deste exame. Para mais dúvidas, entre em contato.