Analises Clinicas

MUTAÇÃO DOMÍNIO QUINASE BCR-ABL1


Sobre o Exame

A utilização de inibidores de tirosinoquinase (mesilato de imatinibe, dasatinibe ou nilotinibe) é indicada para o tratamento de portadores com leucemia mieloide crônica. Contudo, alguns pacientes que utilizam esses medicamentos podem desenvolver resistência clínica primária ou secundária, que se caracteriza por falha na resposta, resposta subótima ou ainda perda de resposta previamente alcançada.
A resistência à terapêutica pode ser multifatorial, incluindo mutações do gene BCR/ABL1, hiperexpressão da proteína BCR/ABL1, evolução clonal e diminuição da biodisponibilidade da droga ou exposição celular. Dentre os mecanismos associados à resistência adquirida estão as mutações pontuais do gene BCR/ABL1, particularmente em seu domínio de tirosinoquinase. Tais mutações modificam a conformação da proteína quimérica BCR/ABL1, afetando a ligação desses medicamentos no sítio específico desse domínio.

Na prática, as mutações detectadas nos resíduos 253, 255 e 315 estão relacionadas com uma resistência elevada ao mesilato de imatinibe e costumam apontar a necessidade de modificação do tratamento. Por sua vez, a presença da mutação T315I sugere resposta desfavorável aos inibidores de tirosinoquinas e de primeira e de segunda geração disponíveis na prática clínica atualmente. É importante salientar, entretanto, que a maioria das alterações detectadas em BCR/ABL1 ocorre de forma esporádica, o que pode, em alguns casos, dificultar a interpretação de seu impacto clínico. Todavia, a identificação de mutações do gene BCR/ABL1 auxilia o médico na adoção de outras condutas terapêuticas personalizadas, entre as quais o aumento da dose do mesilato de imatinibe, a substituição do medicamento por outro de 2ª geração, transplante de células progenitoras hematopoiéticas ou de ensaios clínicos.

Orientações de Preparo

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