Analises Clinicas

INTERFERONOPATIAS - FLEURY


Sobre o Exame

O exame visa avaliar o sequenciamento dos 20 principais genes associados ao fenótipo clínico de interferonopatias tipo I, com especial atenção aos 4 principais representantes do grupo (TREX1, SAMHD1, TMEM173, IFIH1) e, consequentemente, fornecer o diagnóstico etiológico final. Este teste NÃO detecta grandes deleções/duplicações (>20bp), inversões e translocações. Havendo suspeita de alguma dessas alterações, o uso de metodologias como CGH array, MLPA, qPCR ou FISH é mais apropriado. Ademais, alterações epigenéticas, mutações por expansão de repetições de trinucleotídeos, mutações intrônicas profundas ou em regiões reguladoras (p. ex.: promotores, enhancers, etc) também NÃO são detectáveis no presente teste. Esse teste não deve ser realizado com amostra de sangue de pacientes pós-transplante de medula óssea, uma vez que esse procedimento falseia o resultado. Em tais casos, pode ser tentado o teste em amostra de swab da mucosa oral. As interfernopatias tipo I compreendem um grupo genética e fenotipicamente heterogêneo de doenças autoinflamatórias e autoimunes, caracterizada pela ativação constitutiva do eixo do interferon tipo I, apresentando manifestações clínicas diversas, tais como síndrome de Aicardi-Goutières (calcificação cerebral, febre recorrente de início precoce, retardo no desenvolvimento neuro-psico-motor), lúpus (lúpus pérnio, artrite, lesões cutâneas, úlceras orais), vasculites (como a síndrome SAVI - vasculopatia imunomediada associada ao STING), síndrome de Sjögren, vitiligo, fenômeno de Raynaud, dentre outras. Embora recentes avanços tenham esclarecido vários aspectos fisiopatológicos dessas doenças, ainda não se sabe ao certo se a elevação do escore de interferon tipo I típico dessas doenças é causa ou consequência das várias manifestações clínicas.

Método: Sequenciamento completo (NGS - sequenciamento de próxima geração) de todas as regiões codificantes e regiões flanqueadoras adjacentes aos éxons de 23 genes relacionados à interferonopatias. Este ensaio permite a identificação de variantes de nucleotídeo único (SNVs), pequenas inserções e deleções (INDELS), bem como variações no número de cópias (CNVs) que compreendam três ou mais éxons dos genes estudados e NÃO inclui análise por MLPA. É realizada análise criteriosa em busca de variantes genéticas patogênicas/provavelmente patogênicas. Variantes benignas/provavelmente benignas não serão reportadas.

Orientações de Preparo

Sem preparo prévio necessário para a realização deste exame. Para mais dúvidas, entre em contato.