Analises Clinicas

IMUNOFENOTIPAGEM DE CÉLULAS T, PARA IMUNODEFICIÊNCIAS


Sobre o Exame

A principal característica dos pacientes com defeitos na imunidade celular é sua maior suscetibilidade a infecções graves, ocasionadas por vários agentes, como vírus, fungos e bactérias intracelulares. Não poderia ser diferente, pois os linfócitos T desempenham papel essencial no sistema imunológico. As células T CD4+ constituem uma população heterogênea, com distintas funções, tais como auxílio para produção de imunoglobulinas e troca de classe das imunoglobulinas pelos linfócitos B (Th1 e Th2), bem como supressão de linfócitos efetores (Treg) e atividade efetora direta (Th17). Já as células T CD8+ são predominantemente efetoras, desempenhando papel-chave na erradicação de microrganismos intracelulares. Um dos exames importantes na investigação das deficiências da imunidade celular e combinadas é a imunofenotipagem de células T. O painel de imunofenotipagem de células T pode identificar células T imaturas, de memória central, periférica e efetora, tanto do compartimento CD4+ ("auxiliares") quanto do CD8+ ("citotóxicas"), além de determinar a frequência de células T reguladoras (Treg) por meio da expressão da proteína FOXP3. O cenário revelado pela avaliação das subpopulações sugere o diagnóstico de diferentes doenças, em especial das imunodeficiências combinadas graves (SCID) e das formas mais brandas ("leaky-SCID") e também da síndrome IPEX (imunodesregulação, poliendocrinopatia, enteropatia, ligada ao X), sugerindo, até certo ponto, qual seria a causa genética subjacente e, por consequência, guiando o diagnóstico etiológico da síndrome. Esse teste complementa as informações do WLINFO sob os diferentes estímulos e adiciona dados importantes para a formulação da hipótese diagnóstica, tais como o perfil de desenvolvimento e maturação das células T. Dessa forma, o diagnóstico de formas mais brandas de imunodeficiências primárias ou secundárias, celulares ou combinadas, geralmente associadas a mutações em proteínas com função mais tardias no processo de maturação linfocitária, podem ser diferenciadas das formas mais graves, associadas a mutações em proteínas com função precoce. Ademais, o teste também pode ser usado para avaliar a reconstituição pós-transplante de medula óssea e a resposta à terapia imunológica depletora de células T (p. ex.: imunoglobulina anti-timócito) usada na indução/condicionamento do transplante de medula óssea.

Orientações de Preparo

Sem preparo prévio necessário para a realização deste exame. Para mais dúvidas, entre em contato.