Analises Clinicas

HIPERMUTAÇÃO IGH (IGVH) SCREENING


Sobre o Exame

A presença de mutações somáticas na região variável do gene da cadeia pesada das imunoglobulinas (IgVH) permite distinguir dois subgrupos de doentes; doentes com hipermutação somática dos genes IgVH apresentam uma sobrevivência média de 10 a 24 anos, enquanto que a sobrevivência média em doentes sem hipermutação somática destes genes é cerca de 6 a 10 anos. 

Este é então um importante fator de prognóstico na LLC. Doentes com hipermutação somática dos genes IgVH (homologia < 98%) apresentam prognóstico favorável enquanto que doentes com homologia com a sequência germinal dos genes IgVH > 98% têm prognóstico desfavorável. TÉCNICA APLICADA: Extração de DNA da amostra recebida, amplificação dos segmentos que sofreram rearranjo da região hipervariável (VDJ) do gene da cadeia pesada das imunoglobulinas (IGH) e sequenciamento do fragmento amplificado. A análise da sequência foi realizada através da base de dados IgBLAST do NCBI. INDICAÇÃO CLÍNICA: As neoplasias linfoides são monoclonais e, na maioria destas proliferações, o reordenamento dos genes das lgs e do RCT precede à transformação maligna (com exceção de algumas proliferações de células muito imaturas). 

Em consequência, todas as células derivadas de uma mesma célula progenitora maligna compartilharão um DNA reordenado em forma similar e expressarão os mesmos receptores (uma Ig ou um RCT idênticos). Por isso a análise das lgs ou do RCT mediante a técnica de PCR nos permitirá detectar a clonalidade de populações de células linfoides B ou T. Limitação: Esta técnica não permite a detecção de mutações somáticas em amostras cuja população clonal seja inferior a 20%.

Orientações de Preparo

Sem preparo prévio necessário para a realização deste exame. Para mais dúvidas, entre em contato.