Analises Clinicas

HEPATITE B - TESTE DE RESISTÊNCIA AOS ANTIVIRAIS


Sobre o Exame

Este exame é indicado para portadores de hepatite B crônica em tratamento com antivirais. Esta pesquisa de resistência do HBV é feita por sequenciamento do gene da polimerase, de modo que várias mutações de resistência são passíveis de detecção por meio deste exame. Na prática, o teste molecular é capaz de identificar a resistência à lamivudina, à telbivudina, ao adefovir, ao tenofovir e ao entecavir, isto é, aos principais antivirais disponíveis atualmente para o tratamento da hepatite B.

Entre as drogas aprovadas para uso no tratamento da hepatite B crônica, a lamivudina se relaciona com as maiores taxas de resistência. A terapia prolongada com esse medicamento determina, em cerca de 30% a 40% dos indivíduos, o surgimento de mutações no HBV que conferem resistência à droga, causando elevação da carga viral e dos níveis de transaminases.

As mutações ocorrem nos códons que codificam o domínio YMDD da polimerase do HBV. Duas mutações apresentam grande relevância clínica: a substituição de metionina (M) por valina (V) e a substituição de metionina (M) por isoleucina (I). Mutações acessórias, de menor importância, têm sido descritas. Todas essas alterações genéticas, quando presentes, são incluídas no resultado do teste. A resistência às demais drogas ocorre com menor frequência, sendo o tenofovir e o entecavir aquelas relacionadas com as menores taxas. Pode ocorrer resistência cruzada entre as drogas quando é feita monoterapia sequencial (lamivudina x telbivudina e entecavir; adefovir x tenofovir).

Orientações de Preparo

Sem preparo prévio necessário para a realização deste exame. Para mais dúvidas, entre em contato.