Analises Clinicas

HEMOSSEDIMENTAÇÃO


Sobre o Exame

Teste útil para monitorização de doenças inflamatórias e/ou malignas. O teste mede a distância percorrida pelos glóbulos vermelhos no plasma autólogo durante um certo período de tempo. O Conselho Internacional de Padronização em Hematologia (ICSH) recomenda o método de Westergren como o de referência ou padrão-ouro. Porém, atualmente, a maioria dos laboratórios utilizam análise automatizada com boa correlação com o método de Westergren de uma hora. A sedimentação dos eritrócitos ocorre em três fases distintas, quando observada em um tubo vertical contendo sangue anticoagulado por um período de uma hora (método de referência). Um período inicial de agregação durante o qual se formam rouleaux (pilhas de hemácias) e a taxa de sedimentação é baixa. A segunda é a verdadeira fase de sedimentação. Durante esse período, a sedimentação ocorre a uma taxa constante porque os eritrócitos se depositam mais rapidamente. Na fase final, os agregados de eritrócitos se acumulam no fundo do tubo e a velocidade de sedimentação diminui novamente. Se os valores de VHS forem plotados em função do tempo, eles descreveriam uma curva sigmoide. Muitos analisadores automatizados não medem a sedimentação diretamente, mas calculam uma taxa derivada com base na agregação inicial de hemácias durante a formação de rouleaux. O valor do tempo de sedimentação aumenta em todos os casos em que há um aumento de proteínas de fase aguda no sangue, em particular o fibrinogênio (que é considerado responsável por 70% do fenômeno da sedimentação) e imunoglobulinas (que aumentam no caso de doenças oncológicas/ hematológicas e infecções agudas). De uma maneira geral, o resultado é valorizado apenas quando elevado. É considerado critério diagnóstico laboratorial para polimialgia reumática e arterite temporal. Embora considerado como um exame de rastreamento, o teste não é sensível nem específico para esse propósito. Qualquer condição que eleve o fibrinogênio (gestação, diabetes, insuficiência renal em estágio terminal, doença cardíaca, doença do colágeno ou malignidade) pode elevar o VHS. A presença de crioaglutininas pode levar a resultados falso-positivos. Valores extremamente elevados, acima de 100mm/h, podem estar relacionados a: arterite temporal, mieloma múltiplo, macroglobulinemia primária, hiperfibrinogenemia, poliarterite nodosa, polimialgia reumática, neoplasias e doenças renais com azotemia. Valores podem estar elevados na idade avançada, sexo feminino, gestação (a partir do terceiro mês) e pós-parto. Nos pós-operatórios em geral pode permanecer elevada por até 1 mês. Pode estar elevada na anemia, macrocitose, hemorragia aguda, hipo/hipertireoidismo, hipoalbuminemia e nos casos de fibrinogênio elevado (doenças infecciosas, inflamatórias e malignidades). Valores podem estar reduzidos na leucocitose extrema, policitemia, anormalidades da membrana eritrocitária (microcitose, esferocitose, acantocitose), na insuficiência cardíaca congestiva, caquexia, doses elevadas de corticosteroides e anormalidades proteicas (hipofibrinogenemia, hipogamaglobulinemia, estados de hiperviscosidade).

Orientações de Preparo

Sem preparo prévio necessário para a realização deste exame. Para mais dúvidas, entre em contato.