Analises Clinicas
GBA, SEQUENCIAMENTO NGS
Sobre o Exame
A doença de Gaucher (DG), de herança autossômica recessiva, apresenta um espectro clínico que abrange desde indivíduos assintomáticos até formas de letalidade perinatal. A DG tipo 1 é caracterizada pela presença de osteopenia, lesões focais osteolíticas ou osteonecrose identificadas no estudo radiográfico, hepatoesplenomegalia, anemia, trombocitopenia, doença pulmonar e ausência de lesão de SNC. Os tipos 2 e 3 são caracterizados pela presença de doença neurológica primária. O tipo 2 tem início antes dos 2 anos de vida, com pouco desenvolvimento neuropsicomotor e progressão rápida com óbito entre 2 e 4 anos de vida. Já o tipo 3 apresenta curso de evolução mais lento, com sobrevida até a 3a ou 4a décadas. A forma letal está associada com alterações ictiosiformes da pele e hidropsia fetal não-imunológica. Existe ainda uma forma cardiovascular caracterizada por calcificações das valvas aórtica e mitral, esplenomegalia, opacidades da córnea e oftalmoplegia supranuclear. O diagnóstico da DG pode ser obtido por confirmação da deficiência da atividade da enzima glicocerebrosidase em leucócitos de sangue periférico. O estudo da medula óssea pode identificar a presença de macrófagos preenchidos por lipídios (típicas células de Gaucher). O teste molecular através do sequenciamento completo do gene GBA é uma alternativa para a confirmação de 2 variantes patogênicas neste gene. Trata-se de teste mais confiável para a confirmação de indivíduos portadores da mutação em heterozigose. A pesquisa de rearranjos gênicos pode ser empregada para os casos negativos para o sequenciamento completo. O tratamento da DG envolve atenção multidisciplinar, esplenectomia total ou parcial para quadros de esplenomegalia massiva ou trombocitopenia grave, transfusões de sangue, analgésicos para dor, artroplastia em pacientes com dores crônicas nos quadris e joelhos e uso de bisfosfonatos e cálcio para osteoporose. Transplante de medula óssea pode ser empregado em pacientes com manifestações neurológicas graves. Terapias de reposição enzimática (TRE) por infusão EV, na forma das enzimas recombinantes (imiglucerase, velalglucerase alfa e taliglucerase) apresentam um bom controle dos sintomas, principalmente os relacionados à organomegalia e aos sintomas hematológicos. Aproximadamente 10-15% dos pacientes desenvolvem anticorpos contra a enzima imiglucerase. Para indivíduos onde a TRE não é indicada, existe a alterativa das terapias redutoras de substrato. Drogas como miglustat e eliglustat estão disponívies para administração via oral em pacientes com a DG tipo 1.
Orientações de Preparo
Sem preparo prévio necessário para a realização deste exame. Para mais dúvidas, entre em contato.