Analises Clinicas

COXIELLA BURNETII, ANTICORPOS TOTAIS


Sobre o Exame

A febre Q é uma riquetisiose causada pela Coxiella burnetii, reconhecida como uma zoonose com potencial para causar doenças esporádicas ou surtos. A bactéria é transmitida pela inalação de material infectado, principalmente de restos de concepto seco de ovelhas e cabras (membranas amnióticas, placenta); o organismo também é eliminado nas fezes, leite, secreção nasal, tecido placentário e líquido amniótico de animais ruminantes. Tem capacidade de resistir a altas temperatura e dessecação, e permanecer viável por longos períodos fora do hospedeiro. O espectro clínico da doença varia de inaparente a fatal. As manifestações respiratórias geralmente predominam, podendo haver complicações como endocardite e hepatite. Na febre Q aguda, os títulos de anticorpos de fase II são geralmente superiores aos de fase I. Na febre Q crônica, geralmente ocorre a situação inversa. Amostras de soro coletadas no final da doença de pacientes com febre Q crônica demonstram títulos de fase I significativamente mais elevados. Um resultado negativo na sorologia fala contra a infecção por Coxiella burnetii. Se houver suspeita de infecção aguda precoce por febre Q, recomenda-se coletar uma segunda amostra de 2 a 3 semanas após a primeira para verificar a soroconversão. Os anticorpos da classe IgM anti-fase II surgem precocemente, atingem seu pico por volta de 3 semanas após a infecção, e permanecem positivos por cerca de 14 semanas. Os da classe IgG anti-fase II também surgem precocemente, atingem o pico em cerca de 8 semanas e persistem positivos por longo período. Os anticorpos de fase I seguem o mesmo padrão, porém em títulos mais baixos e picos mais tardios. O exame consiste em uma etapa de triagem feita por imunoensaio enzimático, que pesquisa anticorpos totais. As amostras com resultado reagente são submetidas a uma segunda etapa, por imunofluorescência indireta (IFI), que diferencia anticorpos de classe IgG e IgM contra antígenos de fase I e fase II, com respectiva titulações. Amostras negativas na etapa de triagem não são submetidas à IFI. Um resultado negativo da IFI após um imunoensaio enzimático reagente sugere resultado falso-positivo. Se persistir a suspeita de infecção aguda por C. burnetii, recomenda-se repetir o teste em 2 a 3 semanas.

Orientações de Preparo

Sem preparo prévio necessário para a realização deste exame. Para mais dúvidas, entre em contato.